sábado, 5 de agosto de 2017

Resenhas 2017 - 05 (N.º 543 - Ano IV)


Foto: Francisco Ferreira.

Resenha – Deixe-me Entrar (Let me in em inglês)

Gênero: Terror / Drama

Lançamento: 28/1/11

Duração: 1h52’

Nacionalidade: Reino Unido / EUA

Direção: Matt Reeves (Cloverfield – Monstro)

Roteiro: Matt Reeves

Trilha Sonora: Michael Giacchino (Up – Altas aventuras, Star Treck e do seriado Lost)

Elenco: Kodi Smith-McPhee (Planeta dos Macacos: O Confronto, X-Men: Apocalipse), Chole Grace Moretz (Carrie e O Protetor), Richard Jenkins (Jack Reacher: O Último Tiro e O Segredo da Cabana), Elias Koteaz (O Curioso Caso de Benjamin Button e Chicago P.D.)

Obs.: disponível na Netflix.



Owen é um garoto de 12 anos, solitário e atormentado por colegas valentões da escola, além de estar num turbilhão de emoções com a separação dos pais e sua necessidade de pôr fim ao bullying de que é vítima diariamente, quando Abby, uma garota também de 12 anos e hábitos estranhos, se muda para a vizinhança. Apesar dos constantes avisos de Abby, de que os dois não poderiam ser próximos, eles acabam por se tornarem amigos, confidentes e a menina influenciando em sua vida diária. Logo o menino percebe que está diante de alguém especial e à medida que vão se tornando mais íntimos, terríveis segredos da vida de Abby vão sendo revelados, tais como: sua verdadeira idade, sua alimentação e hábitos e o senhor que mora com ela, que Owen acredita ser o pai da garota.

O filme se desenrola praticamente apenas no período noturno, o que compromete um pouco a fotografia, mas que empresta ao roteiro a sua carga de dramaticidade necessária. É um filme que nos promete terror, mas que nos apresenta mais seu caráter dramático e nos leva a diversos questionamentos, como: qual o valor de amizade, sobretudo quando você está solitário? Que preço você está disposto a pagar por ter alguém em quem possa confiar? É possível continuar amando alguém, mesmo em se descobrindo fatos monstruosos ao seu respeito? Os monstros estão fora ou dentro de nós mesmos? O roteiro vai nos dando dicas de seu desfecho, mas sem esclarecer totalmente o seu mistério o que nos prende a atenção. E, no final os diversos dramas de Owen e Abby, se sobrepõe à proposta de terror, o que, por si só, já recomenda o filme. O final é característico de que terá sequências.

As críticas que li são altamente favoráveis, tanto de profissionais quanto de cinéfilos, e eu as acompanho. Conforme já frisei anteriormente é um filme que nos cativa mais pelo seu peso dramático do que pelo seu conteúdo de terror. Um aspecto interessante – principalmente para mim, que sou saudosista - é ambientar-se nos anos 80, uma década de excelentes músicas e costumes. O filme reúne tudo: crimes em série de difícil solução, amizade, amor bandido, dramas pessoais e o tema que está na moda nos últimos tempos (criaturas sobrenaturais que convivem conosco como pessoas normais), mas sem cair nos velhos clichês. Há algumas cenas de sangue, mas, que não chegam a ferir a suscetibilidade de pessoas sensíveis. Eu recomendo. E recomendo muito!

Uma semana feliz e sem dramas. Abraços!

Resenha para o filme DEIXE-ME ENTRAR no blog DARK BOOKS, Pelotas (RS), em 25/7/17.


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