sábado, 24 de junho de 2017

Resenhas 2017 - 01 (N.º 501 - Ano IV)


Fonte: Imagens do Google.

Zodíaco (Zodiac, em inglês)

Lançamento: 1º de junho de 2007

Duração: 2h36’

Diretor: David Fincher

Atores Principais: Jake Gyllenhaal (Robert Graysmith); Mark Ruffalo (Inspetor David Toschi), fez também Bruce Banner; Anthony Edwards (Inspetor Wiliiam Armstrong) atuou em Top Gun e Robert Downey Jr. (Paul Avery) estrelou Sherlock Holmes e Homem de Ferro.



Baseado em fatos reais, o filme trata da investigação da trajetória de um serial killer que cometeu crimes em San Francisco (Califórnia) do final dos anos 60 até meados da década de 70 e que envia 3 cartas a jornais diferentes, contendo um código que levaria a polícia ao seu autor. Ele exige que suas cartas sejam publicadas, sob a ameaça de continuar cometendo assassinatos. Depois de uma série se insucessos da polícia e do jornalista meio hippie, beberrão e debochado Paul Avery em identificar o assassino, o jovem e tímido cartunista Robert Graysmith, torna-se obcecado em encontrá-lo, ao ponto de perder emprego e família e colocar sua vida em risco para desvendá-lo. Mas o suspeito que foi identificado como sendo o Zodíaco, segundo informações ao final do filme, falece antes da conclusão das investigações e algumas provas e contraprovas ainda são refutadas, mantendo-se o caso em aberto até o momento.

Para quem viveu a década de 70, o filme traz boas recordações das músicas, carros, vestuário e costumes da época, já para aqueles que são mais jovens é uma boa oportunidade de conhecê-los e traçar um paralelo com a época atual. De ver o charme das redações de um jornal da época, com a correria para decidir a pauta de edição, os artigos sendo datilografados nas velhas máquinas de escrever, os cartunistas fazendo seus desenhos à mão e um editor-chefe nervoso e aos berros. No início o filme se arrasta, mas à medida que Graysmith deixa de lado os seus afazeres e torna-se obsessivo pelo assassino, o filme ganha uma maior movimentação e se torna interessante, sobretudo para quem gosta de suspense e séries investigativas como Criminal Minds, Arquivo Morto entre outras. Há momentos em que chegamos a sofrer da angústia e do stress do cartunista, que é bem retratada na frase se sua esposa Melanie, quando diz: “Faça o que tiver de ser feito, mas termine com isto”  e também se sentir constrangido com situações bizarras por que ele passa. E, embora o filme peque por frustrar-nos em nossas expectativas sobre o seu desfecho, para um escritor é um deleite ver o cartunista Graysmith, que em alguns momentos sofre assédio moral e é chamado de idiota pelos colegas, terminar como o autor de um best seller.

O filme, baseado no livro do escritor de não-ficção Robert Grysmith (nascido em Pensacola, Flórida, em 17 de setembro de 1942), não é empolgante como “Seven, os Sete Crimes Capitais” do diretor Fincher, mas consegue prender a nossa atenção e, apesar de tratar da trajetória criminosa de um serial killer famoso do século passado, traz poucas cenas de violência, o que o faz ser indicado para pessoas que possam ter uma maior sensibilidade. Considerei-o um filme entre, razoável e bom, porém não daqueles que eu veria novamente.

Uma boa semana a todos!

Minha resenha de estreia no blog DARK BOOKS - Pelotas (RS), em 20/6/17.






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