domingo, 30 de abril de 2017

Textos Classificados 2017 - 08 (N.º 464 - Ano III)



Seis filhos, o marido morto por um naco de terra sem valor, sem trabalho fixo. Hoje todos vivos e pessoas de bem. Quando o primogênito quis saber o segredo, disse-lhe:
−Lembra quando me alimentava separada de vocês, no escuro? Se não tinha o suficiente fingia comer num prato vazio. Esta é a magia.

Classificado em 30° Lugar no III PRÊMIO ESCAMBAU DE MICROCONTOS - Segunda Semana - em 30/4/17.

http://escambau.org/2017/04/30/resultado-da-segunda-semana-iii-premio-escambau-de-microcontos/

sábado, 29 de abril de 2017

Publicações Resgatadas 2017 - 01 (N.º 463 - Ano III)

Rosa. Foto: Francisco Ferreira.

Labirinto

Sopro em teus ouvidos
frases entrecortadas de segredo.
... medo.

Sopro em tua boca
delícias de puro amor.
... dor.

Calo em teus olhos
silenciosa harmonia.
... agonia.

Comungo em tuas carnes
mil sabores de sofrer.
... prazer.

Rogo às tuas mãos
um breve toque de carinho.
... sozinho.

Tateio em tuas pegadas
um sei que de despedida.
... ferida.

Publicação de 29/05/2009 no site A PÁGINA DA VIDA - São José do Rio Preto (SP).





sábado, 22 de abril de 2017

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Disseminando Poesias 2017 - 01 (N.º 460 - Ano III)










Falando de Poesias para os alunos do 4º Ano da Escola Estadual Daniel de Carvalho - turma da Professora JOSELINA SANTOS - em 20/4/17. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Poemas Publicados 2017 - 009 (N.º 459 - Ano III)

Flores Silvestres. Foto: Francisco Ferreira.


Perpetuação

Nos desvãos do chão
formiga fincou casa
e ergueu nação.

Nos devaneios da árvore
sabiá fêmea plantou ovos
e raiz de pura cantoria.

No embaixo da pedra
besouro rolou tesouros
e construiu novos escaravelhos.

Nas revoadas de lodo
mandis babam e desbabam
novos cardumes.

O sol desdobra a manhã e estende,
rega a raiz do dia
e da corda no carrossel da vida.

Poema publicado na ANTOLOGIA VIRTUAL CEN  - XXII Edição - Portal CEN (CÁ ESTAMOS NÓS) - Portugal em 17/4/17.

http://caestamosnos54.blogspot.com.br/2017/04/antologia-virtual-de-abril-2017-portal_16.html

terça-feira, 18 de abril de 2017

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Textos Publicados 2017 - 21 (N.° 457 - Ano III)


Gerânio. Foto: Francisco Ferreira.

Perplexidade



Nas últimas décadas parecia que a guerra fria havia se esfriado ou até mesmo se apagado; embora não seja segredo nenhum de que os interesses das potências mundiais no Oriente Médio não sejam, nem de longe, o Estado Islâmico, ou as ditaduras, nem as guerras civis ou a utilização de armas químicas, mas algo muito mais importante para o mundo: o petróleo e vivêssemos as guerras do Golfo, do Iraque, do Afeganistão; tínhamos a falsa sensação de paz. Nesta semana, diante de novos episódios, já podemos sentir o seu calor e esperamos com perplexidade e preocupação as cenas dos próximos capítulos. Vimos surgir uma inusitada família de bombas, formada pelas próprias e seus pais. E a nossa esperança de termos esperanças foram duramente bombardeadas.

Relembrando: após a Segunda Guerra, tendo sido amplamente vitoriosos Estados Unidos e a antiga União Soviética, era hora de criar uma nova ordem política, econômica e ideológica no mundo. E nesta nova ordem haveria de ter um líder.  De um lado a União Soviética socialista, de partido único, economia planificada, igualdade social e democracia duvidosa. Do outro os yankees capitalistas, de livre mercado, de propriedade privada e democrático – mas de uma democracia segundo a visão norte-americana, onde o que valia para os seus cidadãos, nem sempre valia para os cidadãos dos países cuja influência do Tio Sam, gerou um sem número de ditaduras -. Ambos iniciaram uma cruzada para cooptar países de economia e democracia mais fragilizadas mundo afora. Evitando o suicídio coletivo de uma guerra de fato entre as duas potências, trataram de fomentar um conflito ideológico e travar guerras em países sem o poderio nuclear dos protagonistas, como nos casos de Coreia e Vietnã.

Na década de 1980, com o recrudescimento do socialismo, a divisão da União Soviética e a queda do Muro de Berlim (1989), “cai o Rei de Ouros, cai o Rei de Paus, cai o Rei de Espada, cai... não fica nada”, e, por fim, o mundo respirou aliviado com o que parecia ter sido a extinção da Guerra Fria. O mundo se sentiu mais morno. E quase três décadas de semi paz.

Mas eis que as atitudes irresponsáveis de um milionário fascista, que por não ter tido uma infância saudável, ao que parece, quer agora brincar com os destinos do mundo, arvorando-se de xerife, começa a bombardear países soberanos pelo mundo, ao torto e ao direito, sob pretextos completamente dúbios. E, o mundo há de estar com suas barbas de molho, sobretudo países que detém recursos naturais em abundância como é o nosso caso (Floresta Amazônica, Aquífero Guarani, Pré Sal e etc.). Por qualquer motivo poderemos sofrer uma intervenção aberta – uma vez que já, de forma camuflada, já vem intervindo em nossa política interna há muito tempo, por trás da famigerada Lava Jato e seu herói, o Cavaleiro do Apocalipse de Curitiba, que, até hoje, pelo que podemos observar, só fez desestabilizar a Nação e criar mecanismo de escravidão para o nosso povo -. Independente da ideologia, temos de ter o espírito crítico de entender que há mais de um ano, o nosso país tem estado ingovernável, vivemos um período de perda de direitos fundamentais duramente conquistados e poderes completamente comprometidos. Somos uma democracia nova e frágil, um povo facilmente manipulável e sem nenhuma consciência política, que, com seu complexo de vira-latas, se acostumou a valorizar só o que vem de fora.

A Guerra Fria esquentou. Não há mais segurança num mundo onde quem tem as cartas na manga responde pelos nomes de Trump, Putin e outros de menor envergadura mas, não menos letais.

Uma semana de Paz e de menos preocupações para todo o mundo.  

Crônica publicada em minha coluna FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURNO DE LETRAS - Rio de Janeiro (RJ), em 17/4/17.

http://oceanonoturnodeletras.blogspot.com.br/2017/04/perplexidade-nas-ultimas-decadas.html

domingo, 16 de abril de 2017

Poemas Publicados 2017 - 008 (N.º 456 - Ano III)



Profissões Liberais

De menino, gostava de brincar de médico.
De nuvens prenhes de tempestade,
auscultava-lhe trovões
e media o cheiro do gosto
de sua queda em cordões.
Depois via crescer os filhos seus
nos riachos grávidos.

Mas, à sério mesmo, eu era psicólogo
de árvores e arbustos,
chorava com eles a seiva derramada
e a queda das folhas, em calvícies
precoces vegetais. Tratava-lhe os galhos secos.

Mais crescido, formei-me advogado
de cupins e formigas. Ganhei demandas
contra roseiras e causas contra jasmineiros
para o horror estupefato das donas.
Lá de casa e arredores.

Hoje aposentei-me. Virei taquígrafo
traduzo o voo das libélulas e plainar
de borboletas e beija-flores.

Poema publicado na Área Off do ENTRECONTOS LITERATURA em 16/4/17.

https://entrecontos.com/2017/04/16/profissoes-liberais-poesia-francisco-ferreira/

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Poemas Publicados 2017 - 007 (N.º 455 - Ano III)




Poema publicado no jornal LETRAS TAQUARENSES - Ano XI - N.º 73 - Abril/Maio - 2017 - Rio de Janeiro (RJ) - em 14/4/17.

https://letrastaquarenses.blogspot.com.br/2017/04/letras-taquarenses-n-73-antonio-cabral.html

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Trajetória Literária 2017 - 04 (N.º 454 - Ano III)



Cópia de e-mail de Rozélia Scheifler Razia recebido em 13/4/17 as 0h11' dando-me conta da indicação e chancela de meu nome para Acadêmico Correspondente da ACADEMIA INTERNACIONAL DE LETRAS, ARTES E CIÊNCIAS "ALPAS 21" - A PALAVRA DO SÉCULO 21 - Cruz Alta (RS) - Cadeira 120.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Poemas Classificados 2017 - 15 (N.º 453 - Ano III)




Classificado para a SELEÇÃO PERMANENTE da Revista SINESTESIA - São Gonçalo (RJ) e publicado em 11/4/17 - poema: SÓLIDOS.

https://www.revistasinestesia.net/versosde-versos

sábado, 8 de abril de 2017

Poemas Publicados no Entrecontos Literatura (N.º 452 - Ano III)

Gerânio - Foto: Francisco Ferreira.

  • Sólidos - 21/6/15;
  • Queda - 25/6/15;
  • Fórmulas - 23/8/15;
  • Amrago Rio Doce - 22/11/15;
  • Privação - 15/4/16;
  • Desalento - 23/8/16;
  • Aves Tristes - 29/10/16.

https://entrecontos.com/category/poesias/

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Texto Publicado 2017 - 20 (N.º 451 - Ano III)



Bola Perdida




No campo de terra batida do bairro, muito novo ainda, descobriu que o drible, além de um momento mágico, era tudo de que precisava para se dar bem na vida, quer fosse para desvencilhar-se da marcação dos zagueiros e fazer o gol, quer fosse para fugir dos garotos maiores e cheios de más intenções...  Ou ainda para sair incólume em seus primeiros delitos: pequenos furtos nas quitandas, incursões aos quintais dos vizinhos e os tombos dados no comércio local. Mas jamais admitiu ser driblado e quem o fazia quase sempre se arrependia.

            Aos doze anos já era trombadinha tarimbado e cheio de ginga e, como na canção popular, Deus lhe dera pernas compridas e muita malícia, para correr atrás de bola e fugir da polícia. Antes de qualquer jogada de efeito nos campos de várzea, ou nos golpes aplicados, repetia para si:

           --Olha a dibra!

À medida que se safava das confusões ou das pancadas dos zagueiros tornava-se mais esperto, ambicioso e principalmente, abusado. Dos pequenos furtos saltou para ações mais ousadas e assaltos à mão armada, da lata de thiner e de cola evoluiu para drogas cada vez mais pesadas. Corpo magro, esguio, pernas compridas e sorriso farto, um expert na arte da finta... Na bola e na vida! Os mais velhos bem que tentaram lhe aconselhar a dar novo rumo à sua vida, mas em vão:

            --Deixa de malandragem e se emenda. Por que você não tenta o futebol? Leva tanto jeito...

Mas o futebol profissional não era para ele. Não para ele, indisciplinado por natureza, que não aceitava nenhum comando, desconhecia todas as normas e regras e era avesso às ordens de qualquer natureza. Não, ele nascera para o futebol de várzea e para a malandragem.

            Aos vinte anos já era bandido famoso e temido no estado, com cabeça a prêmio, na polícia, na milícia e entre bandidos rivais; porém, sempre se safando na base do drible e se gabando:

            --Não conheci zagueiro, nem bandido e nem polícia a quem eu não desse a dibra.

            Mas, como não há bem que sempre dure e nem mal, que não se acabe, e sempre atrás de morro, tem morro numa pelada de final de semana num campinho de terra da favela, apareceu um moleque de seus quatorze anos, muito parecido com ele: corpo mirrado, pernas muito finas e compridas e aquele sorriso malicioso de projeto de bandido. E, de repente, o garoto de posse da bola bem na frente da torcida, pedala, ginga para a esquerda e para a direita, passa o pé sobre a bola e lhe dá uma caneta, passa a bola entre suas pernas; pára, sorri despreocupado e maliciosamente escapa da pancada que quebraria as perninhas de saracura três potes. Mais três adversários são driblados e o garoto marca um belo gol de cobertura, para delírio dos torcedores.

            Após o jogo, o menino atrevido na mira. O soco na cara. O sangue escorrendo do nariz quebrado. O moleque no chão. Ele se volta senhor de si e do mundo, com “a suprema vaidade e o ego amoral dos grandes criminosos do mundo”; quando alguém lhe manda tomar cuidado, se vira: o garoto, ao contrário de que ele imaginava, já não está mais choramingando no chão e parte para cima dele como um marruá acuado. Ele tenta sair para a direita e o aço da lâmina lhe fere no flanco, para a esquerda e, novamente, é atingido: está na hora do drible de efeito, da jogada de craque – no campo e na vida -, da finta de corpo, da ginga. E grita:

            --Olha a dibra!

Mas sequer se meche, desta vez a zaga do destino se lhe antecipou ao lance e roubou-lhe a bola da vida. Tem apenas o tempo de ver o garoto recolher o canivete, pedalar sobre uma bola imaginária e desaparecer, correndo, no meio da multidão...



 Publicado em VOZES DA IMAGINAÇÃO  em 5/4/17.

http://www.vozesdaimaginacao.com.br/bola-perdida/

terça-feira, 4 de abril de 2017

Textos Publicados 2017 - 19 (N.º 450 - Ano III)


Flores Silvestres. Foto: Francisco Ferreira.

É Mentira, Terta?



Na semana que passou, mais precisamente no sábado, comemorou-se o dia da mentira – se é que se pode comemorá-la ou mesmo criar um dia em sua homenagem - e nos leva a refletir sobre esta praga que assola a vida política de nossa Nação. Vi, inclusive, várias manifestações nas redes sociais de pessoas querendo instituir o dia 1° de abril como o Dia do Político Brasileiro. O monstro nazista Joseph Goebells, ministro da propaganda de Hitler, disse que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” e proferiu nesta frase uma grande verdade. E, para constatá-la, basta que busquemos na História: todos os governos de todos os tempos e vertentes ideológicas sempre se sustentaram em segredos de estado, omissões, mensagens sublinhares, censuras e mentiras maquiadas em verdade. Contando com conivência e cumplicidade de grupos dispostos a repetir, à exaustão, essas inverdades; levando em seu roldão a opinião pública; haja vista a grande mídia, sempre aliada do poder. Assim como, da mesma forma, agem os seus opositores. Só terá sobrevida aquele que mais convencer, ou, no caso, mentir melhor.

            A História também, sendo dama volúvel e ao serviço do vencedor, reflete-lhe o pensamento e registra “a verdade” de acordo com a sua ótica e ditames. E nesta empreitada cria mitos, gera heróis e vilões de acordo com aquele que a escreve. Isto é uma constante invariável tanto na vida pessoa e familiar, quanto na sociedade e nas nações. Razão porque a filosofia torna-se fundamental no equilíbrio da balança, pois em sua função de questionar, inquirir e averiguar e, em descobrindo a Verdade oculta atrás da meia verdade exposta, destrói os mitos, totens e tabus.

            O Direito tem entre seus pilares a máxima de que, a ninguém, se lhe é exigido produzir provas contra si mesmo, instituindo-se portanto o direito do réu de mentir em sua defesa, ou na termologia jurídica: alguém que, na condição de investigado, falta com a verdade para não se incriminar”. Na Literatura temos a licença poética que nada mais é do que um engodo à semântica, em nome da beleza ou realce de uma frase ou texto. Na religião, os dogmas, convenções e mistérios se constituem em entraves à busca da verdade. Em nossas vidas (pessoais, profissionais e, sobretudo, sociais) também já utilizamos, em algum momento, deste subterfúgio – e atire a primeira pedra aquele que nunca mentiu uma vez sequer -.

            Mas quando se se torna um mentiroso compulsivo, quando a mentira se institucionaliza como única base de sustentação pessoal ou nacional, estaremos fadados ao fracasso total, pois em algum momento ela própria destruirá toda a estrutura em seu derredor, uma vez que, sozinha não sobrevive, necessitando de uma série de outras que lhe acobertem e reafirmem. E sempre haverá uma falha, uma lacuna, uma aresta cujo rastro apontará para a verdade, feito a agulha da bússola que aponta perenemente para o polo magnético do norte.

            E, se não acreditam em mim, afirmo-lhes que digo só a verdade e que o “finado Tomé é testemunha”. Podem lhe perguntar.

Publicação em minha coluna FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURNO DE LETRAS - Rio de Janeiro (RJ)

http://oceanonoturnodeletras.blogspot.com.br/2017/04/coluna-fiel-da-balanca.html

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Poemas Classificados 2017 - 14 (N.º 449 - Ano III)


Cópia de e-mail da LITTERIS EDITORA - Rio de Janeiro (RJ) - dando-me conta da classificação de meu soneto DESILUSÃO DE ÓTICA no concurso MARAVILHA DE PALAVRAS.